Updates from Junho, 2007 Toggle Comment Threads | Atalhos de teclado

  • Ruben Eiras 9:41 am on June 29, 2007 Permalink | Responder  

    Empowerment das juntas de freguesia 

    Uma proposta de descentralização que me parece importante refletir, via Causa Liberal:

    1. Reverter o “IMI – Imposto Municipal sobre Imóveis” para as Juntas de Freguesia

    2. As Juntas de Freguesia ganham competências de auto-regulação e organização

    3. Constitutem-se Assembleias Gerais onde votam os contribuintes do IMI com o peso do IMI pago (e se tiverem o pagamento em dia) e elegem uma Administração Local que elabora e apresenta orçamentos e plano de gestão (a qual pode contratar entidades especializadas para cumprir uma boa parte das funções).

    4. Esta reforma não seria compulsória. Seria atribuida esta capacidade àquelas Juntas de Freguesia que o quisessem (por exemplo, por vontade expressa em referendo local) e demonstrassem essa capacidade por alguns requisitos exigidos previamente.

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  • Ruben Eiras 1:41 pm on June 28, 2007 Permalink | Responder  

    Um terceiro partido nos EUA? 

    O debate sobre um emergente terceiro partido nos EUA está ao rubro. A questão começou a ganhar escala com uma sondagem que revelou que 38% dos americanos identificam-se como sendo «independentes», sem qualquer identificação com o Partido Democrata ou o Republicano, facto considerado inédito no panorama político dos Estados Unidos.

    John Mclaughlin, o coordenador de um mais antigos e prestigiados programas de análise política da TV norte-americana, o The Mclaughlin Group, afirmou recentemente que a razão pela qual existem 38% de americanos que se consideram independentes é porque «existe um terceiro partido emergente»ler transcrição do debate aqui.

    O assunto foi novamente debatido no «Face the Nation» da CBS, que contou com a participação do Unity’ 08, um movimento de cidadãos americanos que deseja lançar um candidato independente na corrida presidencial. O homem de quem se fala para a incarnar é Michael Bloomberg, o actual mayor de Nova Iorque, que se desfiliou recentemente do Partido Republicano (já tinha estado no Partido Democrata também) e parece estar a posicionar-se num endeavour para a Casa Branca.

    A essência do debate é esta: num país profundamente dividido politicamente, os americanos estão insatisfeitos com o actual sistema político, daddo que não responde às suas necessidades concretas e desejam cada vez mais moderação na acção política. É a ressaca colectiva, resultante da ideologia neo-conservadora de Bush de «evangelização» da democracia pela força (Iraque).

    No fim de contas, querem mais liberdade de escolha, algo mais para além do tradicional bipartidarismo.

    Só que o sistema político americano está feito para ser repartido por duas forças políticas incubentes – poderá um terceiro challenger fazer mossa suficiente para ser eleito? Se Bloomberg entrar na corrida, a resposta será encontrada.

     
  • Ruben Eiras 12:57 pm on June 28, 2007 Permalink | Responder  

    Escravidão laboral na China 

    china-trab.jpgA raíz do trabalho escravo na China segundo a perspectiva da Open Democracy

     
  • Ruben Eiras 9:38 am on June 20, 2007 Permalink | Responder  

    Portugal e o amor à liberdade 

    sociology-people-walking.jpgSerá que os portugueses amam a liberdade? Será que os portugueses consideram a liberdade como uma condição sine qua non para a sua existência plena? Será que os portugueses respeitam a liberdade como direito inalienável?

    Se não estou em erro, foi Benjamim Franklin que disse uma vez que «o povo que troca a sua liberdade por outra coisa qualquer não merece ser livre». Não sei se estou a ser rigoroso na citação, mas a essência do pensamento é esta.

    Porquê esta indagação? Isto porque, nos últimos anos, estamos a mergulhar num delírio tecnocrata neo-salazarento, que vê no autoritarismo da ortodoxia financeira a solução última para os problemas de que padece o país. O desperdício financeiro existe porque não existe um intento estratégico para o país, daí o desnorte na gestão dos recursos materiais e humanos.

    E sem uma crítica assaz construtiva, amputa-se o espírito aberto e criativo que nos poderá conduzir a uma sociedade mais próspera e sustentável.

    Os portugueses amam mesmo a liberdade? Acho que ainda não, pois a maioria nunca provou e viveu quotidianamente os frutos de uma liberdade verdadeira, plena e responsável, em que o mérito é efectivamente recompensado e o incumprimento da lei efectivamente punido.

    Ruben Eiras

     
    • Nuno Chaves Frota 4:03 pm on Junho 22, 2007 Permalink | Responder

      É verdade, existe em Portugal um sentimento permanente de Laissez faire, laissez aller em que a ribalta ajuda a encobrir a gravidade do que é punível; os médias não parecem querer transmitir a informação mas antes a venda de jornais e espaços publicitários em prime time. Durante os anos da minha juventude em Lisboa ouvi o argumento de um país saído da ditadura…isso acabou há muito tempo. Não é preciso um Msc ou PhD ‘s mas somente um pouco de sanidade e leitura ao fim de semana para se chegar à conclusão que Portugal entrou na CEE em 1986. Na mesma altura entrava Espanhã. Hoje, malgré nous, Espanhã é um país evoluido onde as coisas fazem sentido e as pessoas são livres, rectius responsáveis! Não é justo sequer pensar que Portugal é menos que outros..porque o povo em si é capaz. A História assim o demonstrou. Há casos paradigmáticos da vontade de vencer essa tal tecnocracia neo-salazarena …infelizmente temo-las visto fora das fronteiras nacionais, entre ilustres do MIT a MBA’s por Harvard, passando por competentes desportistas, a políticos de gabirito internacional, etc… A liberdade é um dado teórico em Portugal porque não se sabe ser -se gente, sem os preconceitos de uma classe dirigente que funciona melhor nos corredores de Bruxelas que no Parlamento Nacional…
      Outro aspecto que sempre me atormentou foi o mérito …mas que mérito ? Ser-se general corrupto por esferas douradas ou deixar-se cair uma ponte e fugir às responsabilidades próprias de quem as assume. É fácil tecer criticas …mas é mais simples fugir às responsabilidades dando um maú exemplo.
      Finalmente acredito no valor português, nas pessoas …com a direcção certa! Ser -se livre não é fazer-se o que se quer tout court, é fazer-se o que se pode dentro das regras e do respeito pelo próximo com uma visão estratégica definida ao nível não do compadrio mas da sensatez e honestidade.

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