Portugal e o amor à liberdade

sociology-people-walking.jpgSerá que os portugueses amam a liberdade? Será que os portugueses consideram a liberdade como uma condição sine qua non para a sua existência plena? Será que os portugueses respeitam a liberdade como direito inalienável?

Se não estou em erro, foi Benjamim Franklin que disse uma vez que «o povo que troca a sua liberdade por outra coisa qualquer não merece ser livre». Não sei se estou a ser rigoroso na citação, mas a essência do pensamento é esta.

Porquê esta indagação? Isto porque, nos últimos anos, estamos a mergulhar num delírio tecnocrata neo-salazarento, que vê no autoritarismo da ortodoxia financeira a solução última para os problemas de que padece o país. O desperdício financeiro existe porque não existe um intento estratégico para o país, daí o desnorte na gestão dos recursos materiais e humanos.

E sem uma crítica assaz construtiva, amputa-se o espírito aberto e criativo que nos poderá conduzir a uma sociedade mais próspera e sustentável.

Os portugueses amam mesmo a liberdade? Acho que ainda não, pois a maioria nunca provou e viveu quotidianamente os frutos de uma liberdade verdadeira, plena e responsável, em que o mérito é efectivamente recompensado e o incumprimento da lei efectivamente punido.

Ruben Eiras

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