Um terceiro partido nos EUA?

O debate sobre um emergente terceiro partido nos EUA está ao rubro. A questão começou a ganhar escala com uma sondagem que revelou que 38% dos americanos identificam-se como sendo «independentes», sem qualquer identificação com o Partido Democrata ou o Republicano, facto considerado inédito no panorama político dos Estados Unidos.

John Mclaughlin, o coordenador de um mais antigos e prestigiados programas de análise política da TV norte-americana, o The Mclaughlin Group, afirmou recentemente que a razão pela qual existem 38% de americanos que se consideram independentes é porque «existe um terceiro partido emergente»ler transcrição do debate aqui.

O assunto foi novamente debatido no «Face the Nation» da CBS, que contou com a participação do Unity’ 08, um movimento de cidadãos americanos que deseja lançar um candidato independente na corrida presidencial. O homem de quem se fala para a incarnar é Michael Bloomberg, o actual mayor de Nova Iorque, que se desfiliou recentemente do Partido Republicano (já tinha estado no Partido Democrata também) e parece estar a posicionar-se num endeavour para a Casa Branca.

A essência do debate é esta: num país profundamente dividido politicamente, os americanos estão insatisfeitos com o actual sistema político, daddo que não responde às suas necessidades concretas e desejam cada vez mais moderação na acção política. É a ressaca colectiva, resultante da ideologia neo-conservadora de Bush de «evangelização» da democracia pela força (Iraque).

No fim de contas, querem mais liberdade de escolha, algo mais para além do tradicional bipartidarismo.

Só que o sistema político americano está feito para ser repartido por duas forças políticas incubentes – poderá um terceiro challenger fazer mossa suficiente para ser eleito? Se Bloomberg entrar na corrida, a resposta será encontrada.

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